Calendário de vacina: a importância da vacinação em bovinos

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Existem doenças que podem prejudicar a saúde do seu rebanho e, consequentemente, a sua produção. No entanto, as enfermidades podem ser evitadas, desde que você esteja atento ao calendário de vacinação em bovinos que é adotado pela sua região e, também, aos momentos exatos da vida do animal em que ele precisa receber essa imunização.

Citaremos, neste texto, algumas das principais vacinas que são usadas no manejo sanitário desses animais. Acompanhe!

Botulismo

Essa intoxicação submete os animais a um quadro de anorexia e debilitação.

Eles chegam a perder o movimento dos músculos e o equilíbrio — a simples atividade de caminhar fica difícil e o animal passa a preferir permanecer deitado.

A vacinação em bovino deve ocorrer a partir dos 4 meses, recebendo uma segunda dose após 1 mês da primeira aplicação. Aqueles animais já imunizados devem ser revacinados anualmente.

Brucelose

A brucelose bovina é uma doença causada por bactérias que podem deixar os animais infectados estéreis, sendo também uma das principais causas de aborto.

A B19, vacina que previne essa doença, deve ser aplicada, obrigatoriamente, em fêmeas na faixa etária entre 3 e 8 meses.

Os produtores podem optar também pela RB-51. O diferencial dessa vacina é que ela também é aplicada em fêmeas adultas. A revacinação acontece anualmente.

Carbúnculo

Também conhecida como manqueira, ela é causada por uma bactéria que acarreta a inflamação dos músculos. O animal fica deprimido, para de ruminar e é observada uma alta mortalidade nesses casos — o que gera uma grande perda econômica na criação de gado.

A primeira dose da vacina contra o carbúnculo é recebida a partir de 2 meses (mães vacinadas) e 1 mês (mães não-vacinadas).

Os animais já protegidos devem receber doses extras todos os anos e as fêmeas em gestação precisam ser vacinadas no 8° mês.

Febre aftosa

Essa doença, altamente infecciosa, é transmitida por um vírus. Quando o animal se contamina, inicialmente, apresenta febre alta e perda de apetite.

A vacinação contra a febre aftosa é obrigatória no Brasil e o seu o calendário nacional é definido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Cada região tem seu período definido de maneira diferente.

No estado de São Paulo, para o ano de 2018, por exemplo, a vacinação de todo o rebanho ocorrerá no mês de maio, independentemente da idade.

Além disso, em novembro, será feita a imunização dos bovinos com faixa etária entre 0 e 24 meses.

IBR/BVD

Essa vacinação deve ser aplicada aos 6 meses em bovinos sadios. Já a segunda dose é ministrada após 28 dias e conta com um reforço anual.

Ela previne a rinotraqueíte infecciosa bovina (IBR), doença que interfere no sistema respiratório e reprodutivo dos animais contagiados.

Ela também protege contra a diarreia viral bovina (BVD), que é uma doença transmitida por um vírus que ocasiona problemas reprodutivos, como defeitos congênitos e abortos precoces.

Leptospirose

Essa patologia pode trazer muitos prejuízos na produção devido à redução na geração de leite e à baixa fertilidade. Os animais contaminados apresentam febre e anemia.

Para a prevenção, os bezerros devem ser vacinados a partir dos 4 meses, com reforço depois de 30 dias e manutenção semestral.

Raiva bovina

O vírus da raiva faz com que o animal mude seus hábitos, perdendo a consciência e apresentando fezes secas e escuras.

Posteriormente, ocorre a paralisação dos membros — morrendo uma semana após a apresentação dos sintomas.

A vacinação deve acontecer a partir dos 4 meses, recomendando-se uma segunda dose entre 1 e 2 meses após a primeira aplicação.

Os animais devem ser revacinados anualmente.

Seguir corretamente o calendário de vacinação em bovinos da sua propriedade é relevante para a manutenção da saúde desses animais.

Vale lembrar que a imunização deve ser realizada conforme as recomendações dos fabricantes, usando produtos confiáveis sempre.

Outros esquemas de vacinação poderão ser adotados seguindo as orientações de um médico veterinário.

Entretanto, é importante ficar atento aos cuidados com a conservação do material em temperatura adequada e com a aplicação correta — a fim de evitar lesões nos animais.

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