Como fazer um controle de pragas eficiente no cultivo da soja? Saiba mais!

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A força do Brasil no campo não é novidade. A atividade agropecuária foi responsável pela alta no PIB e é o carro-chefe para o crescimento da economia. Nesse setor, a soja ganha destaque e mantém o país como o segundo maior produtor e o maior exportador do produto. E para garantir a produtividade, é fundamental fazer um controle de pragas eficiente na lavoura.

Mas quais são as principais pragas da soja e como impedir que elas destruam a cultura e gerem prejuízos? Continue conosco e descubra!

As pragas da soja

As condições climáticas favoreceram o cultivo e o Brasil deve alcançar o recorde na produção e exportação de soja em 2018. Entretanto, não só o clima propício alavancou o setor. Houve investimentos por parte do agricultor, que foi otimista e inovou no controle das pragas que mais atacam as lavouras. Veja:

1. Percevejo-verde, percevejo-barriga-verde e percevejo-marrom

As espécies Nezara viridula, Dichelops melacanthus e Euschistus heros são as pragas mais comuns e abundantes da soja. As ninfas e os adultos introduzem seus estiletes para se alimentarem da seiva das plantas, abrindo minúsculos furos que facilitam o surgimento de outras doenças. Além disso, danificam os grãos, que ficam menores e murchos.

O controle por meio de inseticidas é recomendado após população de insetos ter dois indivíduos com ao menos 0,5 cm de comprimento por metro linear de planta. Isso porque já foi verificada a resistência de alguns grupos a químicos contendo organofosforados ou ciclodienos na sua composição.

Como esses percevejos têm uma dispersão limitada, as áreas onde eles apresentam resistência são aquelas com uso contínuo desses produtos, que são usados para eliminar lagartas. Assim, são indicados inseticidas com ações diferentes para cada uma das pragas.

2. Lagarta-da-soja, lagarta-das-maçãs e lagarta falsa-medideira

As espécies Anticarsia gemmatalis, Heliothis virescens e Chrysodeixis includens são grandes desfolhadoras de soja no Brasil. Com seu apetite voraz, provocam até 30% de perda na produtividade, caso o controle não seja feito na época certa.

Antes do florescimento, recomenda-se o uso de químicos quando a desfolha chega a 30% e o número de indivíduos com 1,5 cm de comprimento for superior a 20/metro linear de planta. Após a floração, a aplicação é necessária se verificado 15% de desfolha ou 20 lagartas/metro linear.

Os inseticidas fosforados e piretróides devem ser evitados no plantio, uma vez que sua alta toxicidade impede a atuação dos predadores naturais.

3. Mosca-branca

Esse inseto é, na verdade, a pequena cigarrinha Bemisia tabaci. Como os percevejos, elas perfuram as partes da planta, introduzindo toxinas que alteram o desenvolvimento saudável da soja, além de facilitarem o aparecimento de outras doenças.

Para combater essa praga, o produtor deve:

  • retirar as plantas hospedeiras antes da semeadura;
  • fazer o uso de inseticidas de acordo com a fase do ciclo da mosca-branca;
  • alternar os químicos para que não haja resistência.

4. Caruru-palmeri

As plantas também podem ser grandes pragas da cultura de soja. É o caso da daninha Amaranthus palmeri, extremamente agressiva por ter crescimento rápido, produzir 1 milhão de sementes por planta e ser resistente a herbicidas.

Dessa forma, pode dizimar até 90% da lavoura.

O uso alternado de herbicidas, o controle de plantas daninhas na entressafra e a utilização de plantas de cobertura são essenciais para prevenir seu desenvolvimento.

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Uma alternativa sustentável para o controle de pragas

Uma coisa é certa: independentemente das pragas que estiverem atacando o cultivo, o Manejo Integrado de Pragas é a melhor e mais eficaz maneira de combatê-las. Entre essas práticas, podemos salientar:

  • rotação de culturas: quebra o ciclo de desenvolvimento dos insetos não generalistas;
  • uso de variedades geneticamente modificadas: conferem proteção à soja, da germinação à colheita;
  • tratamento de sementes e aplicação de inseticidas no pré-plantio: funcionam como prevenção;
  • plantio de áreas de refúgio: evita a resistência dos insetos às plantas transgênicas;
  • dessecação antecipada: garante maior eficiência dos inseticidas na segunda dessecação.

Para finalizar, devemos ressaltar que o agricultor deve fazer o controle de pragas por meio do uso racional dos inseticidas. Com isso, ele evita o surgimento de variantes resistentes e não prejudica a ação dos predadores naturais, como as joaninhas e os percevejos-predadores.

Este artigo foi útil para você? Aproveite, agora, para saber mais sobre os alertas à ferrugem da soja! Até mais!

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