Estudo aponta como reduzir impactos ambientais

Impactos ambientais
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Uma pesquisa revelou como realizar mitigação de impactos ambientais como emissão de gases de efeito estufa, recuperar águas residuárias ocasionadas pela elevada concentração de fósforo e outras questões relacionadas utilizando biocarvão (pirólese), conhecido como um processo de queima com material orgânico.

Sarah Vieira Novais, responsável pela pesquisa, ressaltou que medidas que visam a mitigação de impactos ambientais, especialmente os antrópicos, estão sendo estudadas.

“A crescente emissão de gases de efeito estufa (GEE) está entre os maiores problemas mundiais, sendo a agricultura um dos grandes contribuintes para este impacto”, alertou a pesquisadora.

Neste estudo, o biocarvão foi composto por dejeto de galinha e palha de cana-de-açúcar, transformando material que antes se caracterizava como problema ambiental em solução aos problemas inicialmente citados. Os benefícios de se pirolisar tais materiais orgânicos são melhores vistos no solo arenoso, sendo a produção de biocarvão, a partir desses resíduos, uma forma ambientalmente segura de deposição desses materiais.

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“Ambos os biochars não possuem capacidade de adsorção de Fósforo (P) sem passar por modificação química, sendo que o processo de dopagem, seja ela com Magnésio (Mg) ou Alumínio (Al), concedeu tal habilidade”, destacou Sarah.

Dessa forma, mais do que o biocarvão operarem como agentes possíveis de provocar essas transformações, a aplicação deles após modificação com Al em águas eutrofizadas/residuárias é extremamente admissível, pois além de apresentarem capacidade de adsorção de fósforo, esses materiais adsorveram em iguais proporções sulfatos, bem como em menor proporção, nitratos e cloretos.

“Biochars (biocarvão) de dejeto de galinha e palha de cana-de- açúcar, após processo de pós-dopagem com Al, possuem elevada capacidade de adsorção de fósforo, sendo excelentes para a recuperação de águas e posterior reuso na agricultura”, lembrou a pesquisadora.

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A tese, dividida em quatro capítulos, primeiro demonstrou a transformação de um material que é considerado um problema, num material com potencial científico e aplicado.

Segundo, apontou a possibilidade de mitigação de GEE. Em terceiro, como recuperar águas eutrofizadas ou residuárias e, finalmente em quarto, como gerar o reuso do fósforo na agricultura.

“Com os resultados positivos advindos da pirolisação dos materiais nesta tese, constatamos o potencial do biochar como mitigador de GEE, recuperador de águas e um potencial fertilizante de liberação lenta no reuso de Fósforo”, concluiu a pesquisadora.

 

Fonte: Sarah Vieira Novais, é formada no Programa de Pós-Graduação em Solos e Nutrição de Plantas da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (USP/Esalq).

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